[UNDRESS YOURSELF, undress yourself 756e647265737320796f757273656c6620 undress yourself]

45889287_2318268988214814_8666892619168612352_o[UNDRESS YOURSELF, undress yourself 756e647265737320796f757273656c6620 undress yourself] – exposição individual de Isabel Maria Dos, CAOS, Viseu, 10 a 28 de Novembro, 2018.

Tira a roupa. Deixa-te nu. Despoja-te. Larga a roupa. Abandona o que trazes vestido. Tira o que te veste. Fica nu. Deixa o que te veste. Tira o que te traz vestido. Deixa o que te vestiu. Despe-te! Despir (em nome da Paz) é o verbo proposto por Isabel Maria Dos.

Também a propósito da leitura do livro “GUERRA! PARA QUE SERVE? O PAPEL DO CONFLITO NA CIVILIZAÇÃO – DOS PRIMATAS AOS ROBÔS” de Ian Morris, professor de História e Arqueologia na Universidade de Stanford, nascido em 1960 em Stoke-on-Trent, Inglaterra, Isabel Maria Dos levanta algumas questões codificadas, com recurso mais uma vez no seu trabalho à estética visual dos sistemas de linguagem computacional, a sistemas de representação numérica/sistemas de numeração, a sistemas digitais/de computação aos quais é frequente recorrer-se para se proceder à representação da informação digital. Através de signos que não são conhecidos por todas as partes envolvidas, explora-se o acto da não-comunicação, da não materialização do pensamento/sentimento – A falta de comunicação, a(s) falha(s) na comunicação e o que essa(s) falha(s) pode(m) causar.

No CAOS e no espaço que antecede a visualização destes trabalhos, é sugerido a cada elemento do público que deixe uma ou mais peças de vestuário, que leve vestido no corpo ou que leve (de casa) para esse efeito. Por este motivo, será ao longo do tempo, entre 10 a 30 de Novembro que, com a participação do público-gerador de sentido, esta instalação se cria e esta exposição participada se complementa e conclui.

A cargo da galeria CAOS e a pedido da autora, no final desta exposição, antes do Natal de 2018, todo o vestuário que integra undress yourself e que fora angariado através do público, será oferecido a pessoas carenciadas e/ou a instituições de solidariedade – talvez uma das principais justificativas usadas para o real motivo desta proposição de Isabel Maria Dos.

Sobre o livro de Ian Morris “GUERRA! PARA QUE SERVE? O PAPEL DO CONFLITO NA CIVILIZAÇÃO – DOS PRIMATAS AOS ROBÔS”

Sinopse do livro (fonte: https://www.wook.pt/livro/guerra-para-que-serve-ian-morris/16591273): Ian Morris narra a emocionante e terrível história de quinze mil anos de guerra, indo além das batalhas e da brutalidade para revelar aquilo que a guerra fez realmente de e para o mundo. Na Idade da Pedra, as pessoas viviam em sociedades pequenas e rivais, sendo que uma em dez ou até mesmo uma em cada cinco iriam, muito provavelmente, morrer violentamente. No século XX, por outro lado, apesar de duas guerras mundiais, Hiroxima e o Holocausto, menos de uma pessoa em cem morreram violentamente. A explicação: a guerra, e só a guerra, criou sociedades maiores e mais complexas, com governos que têm travado a violência interna. Estranhamente, a matança tornou o mundo mais seguro, e a segurança que daí surgiu permitiu que as pessoas tornassem o mundo num local mais rico. Morris sugere ainda, depois do estudo de quinze mil anos de violência, que o próximo meio século vai ser o mais perigoso de todos os tempos. Se conseguirmos sobreviver, o antigo sonho de acabar com a guerra pode vir a concretizar-se – mas apenas se entendermos o que a guerra tem trazido de bom e percebermos onde isso nos vai levar a seguir.”

Fotografias de arquivo da exposição: cortesia de José Crúzio

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