[RESÍDUOS DE AMOR E DA ESPÉCIE HUMANA] [WASTE OF LOVE AND OF THE HUMAN SPECIES OF NEUROLOGICAL LANDSCAPES]

HCM_014.JPGIMG_0617.jpg

fotografias (2): cortesia de Hugo Costa Marques

[PAISAGENS NEUROLÓGICAS #01: RESÍDUOS DE AMOR E DA ESPÉCIE HUMANA] / [NEUROLOGICAL LANDSCAPES #01: WASTE OF LOVE AND OF THE HUMAN SPECIES]

“[RESÍDUOS DE AMOR E DA ESPÉCIE HUMANA] é, especificamente, um dos  meus trabalhos de instalação, que integra um dos meus projectos de criação-investigação e sobretudo da minha mostra ou exposição individual [PAISAGENS NEUROLÓGICAS]. Especificamente, neste sistema simbiótico, nesta instalação interactiva e generativa, eu pretendi trazer à fala as relações de simbiose entre a espécie humana e a Natureza, a necessidade que entendo haver sobre a conservação do mundo natural animal para uma consequente preservação e existência da espécie humana. Para convocar a reflexão sobre este assunto, que de alguma forma sempre me persegue, recorri a interfaces. Por norma recorro aos meios que entendo serem os mais adequados para o que pretendo trazer à fala. Neste caso, recorri à imagiologia médica (imagem TAC), à realidade aumentada, ao vídeo mapping, a objetos reutilizados, a um aquário com água com um peixe vivo que interage e actua como um performer, como um bailarino, como um ator ou como o público participante. O peixe desencadeia a ausência ou a revelação da imagem TAC. É o peixe que (re)cria a composição visual generativa e aleatoriamente ao nível da cor e ao nível da forma da cabeça humana em imagem TAC e portanto é o peixe, que a seguir ao criador que fui eu, gera, por último, a obra ou o resultado final. Através deste meu processo (resultante de  experiências de análise do movimento de animais – neste caso a partir do movimento de peixes vivos) pretendi demonstrar também de que forma pode este conceito, que criei, gerar ambientes performativos de (trans)formação e (des)construção do lugar de cena e em tempo real em que tudo se opera mediado pelos “actos” do animal vivo com ou sem movimento sendo a instalação intermedia menos ou mais imersiva, o objecto de ambiente estético performativo, um dispositivo-conceito de dispositivos interativos autónomos ou ainda uma proposta experimental, maquete ou ponto de partida tecnológico transdisciplinar para outros cenários interativos, um dispositivo de dispositivos de Instalação Intermedia: o performer ou o público participante enquanto geradores de sentido.”

Isabel Maria Dos, Casa das Caldeiras, Coimbra, 2010

Sinopse:

“Ano de 2022. Um peixe chamado O Performer vivia num pequeno habitat urbano. Na sua dança de movimentos reais, percurso e comportamento, interagia no seu dia a dia no interior de uma cabeça humana. Numa aparente e invisível composição anatómica, podiam ser observados ossos, vértebras cervicais, maxilares superiores e inferiores, boca, dentes, nariz, uns olhos fechados? Uma caixa craniana sem encéfalo. Tudo dependia da performance desse peixe na sua realidade aumentada, sua existência, desempenho de bailarino, pintor ou cenógrafo. O Performer acendendo quadrados de luz fazia nascer cenários de cor da paisagem na Era do Pós-Digital e ainda, surpreendentemente, na Era dos Aquários. A paisagem projectava-se sobre o suporte de “objectos encontrados”, com embalagens descartáveis de poliestireno expandido que homens e mulheres, ano após ano, atiravam ao lixo diariamente. Aquelas embalagens que todos compravam com aparentes formas de peixe e carne de especial aroma antibiótico ou metais pesados com rico sabor a legumes ou outra comestível coisa qualquer dos hipermercados, museus de domingo das famílias unidas.”

palavras-chave: Arte Contemporânea; Cultura Digital; Dispositivos; Interfaces; Novos Média; Instalação; Intermedia; Interatividade; Público Participante; Artes Performativas; Arte da Performance.

Imagem de estudos (2010) para instalação [RESÍDUOS DE AMOR E DA ESPÉCIE HUMANA] de [PAISAGENS NEUROLÓGICAS] © 2012 ISABEL MARIA DOS

Em tempo real através de uma câmara de vídeo digital assumida e visivelmente exposta, são captadas imagens dos movimentos de um peixe vivo na água em um aquário igualmente exposto. O resultado dessa captação de realidade aumentada, com  efeitos de luz e cor manipuladas (trabalho previamente programado em software personalizado) é visível em um painel gigante reutilizável criado com cuvetes brancas descartáveis – recipientes que são vulgarmente utilizados e que serviram de embalagens para comida de supermercado, carnes, peixe, etc. cuvetes que foram reutilizadas para servir de suporte e estudos de projeção de luz e imagem de alta resolução.

fotografias (3): cortesia de Hugo Costa Marques

No painel branco, onde só a pequena distância se percepciona de que material é constituído (cuvetes de poliestireno) sobre as ‘células’ rectangulares luminosas e fluorescentes de cores transparentes – imerge a imagem da cabeça da espécie humana – composição revelada que dependente da relação e interacção do animal – o peixe. Parecendo estarmos perante um ecrã vazio, sobre o painel de projecção e a grande escala é projectada de frente e aparentemente invisível uma imagem médica – um crânio de perfil – resultado de uma TAC  – realizada à própria autora que a manipulou digitalmente. Esta imagem revelar-se-á parcialmente ou totalmente, mas essa revelação depende do peixe, da performance do peixe, da atuação do peixe – que fará acionar intermitências de luzes e de cor ‘acendendo’, individualmente, cada uma das cuvetes (trabalho previamente programado com mapeamento de luz). Serviu este trabalho também para estudos da autora tendo em vista a aplicação técnica cenográfica no teatro, na dança, etc., sendo que o peixe poderá ser ou não substituído por um actor, bailarino ou performer.

vídeo de estudos/montagem dos dispositivos

fotografia: cortesia de Hugo Costa Marques


[Waste Of Love And Of The Human Species] of [Neurological Landscapes] © Isabel Maria Dos, 2009/2012

[WASTE OF LOVE AND OF THE HUMAN SPECIES] is an interactive installation of exhibition entitled [Neurological Landscapes] consisting of the capture (real time) of images of a fish called The Performer, which lives in a small urban aquarium. This is a work done in connection with a doctorate from the author, researcher in art-science-environment at the Universityof Coimbra and is part of a series of interactive installations monitored by computers, whose themes, techniques and practices are closely linked to the Earth, the Environmental Sustainability and the Protection of Nature. The fish in its dance, in its path of real movements, in its day to day behavior, eventually interacts with the interior ofa human head with the skull, but without the representation of the brain, with the upper and lower jaws, with the mouth, teeth, nose and closed eyes of the author herself. The head and its structures are likely to be visible to the public only with the performance of the fish which, in its attitude as a dancer, turns on squares of light and color (previous digital manipulation work) and, in its participatory approach, fully shows the big image of the head, showing in detail what may already exist – in the Digital Age of Aquarius and about the human species. The author’s head is represented by a medical imaging – a subject of interest for the study and exploration of the artist and researcher. This image is also the result of a CAT scan – computed axial tomography (medical examination performed to the author herself in collaboration with Inês Carreiro (neuroradiologist of the Hospitals of the University of Coimbra – Portugal) The result of this interaction of the fish and the human head is to be seen on packaging of expanded, disposable polystyrene (PS), placed side by side in inverted position and that, taken together, serve as a giant video projection panel. The disposable packages are the ones we buy in hypermarkets, on a daily basis, with meat, fish, vegetables or something else and which are reused in this work and therefore given another function, imprinting a surprisingly contemporary technological language to this artistic work.

This is a work done in connection with a doctorate from the author, researcher in art-science-environment at the Universityof Coimbra and is part of a series of interactive installations monitored by computers, whose themes, techniques and practices are closely linked to the Earth, the Environmental Sustainability and the Protection of Nature. A future presentation /exhibition entitled [Neurological Landscapes] is to be held in Portugal – Coimbra – Casa das Caldeiras.

VISIBLE ELEMENTS OF THE INSTALLATION: 3D: – The real fish alive in an aquarium with water; – Video camera; – Small spotlight – with tripod and eco-light; – Video Projector; – Projection panel with packaging of expanded polystyrene (PS); 2D: – Medical Imaging with the resulting CAT scan – with anatomical structures of the human head visible through a square of light and color that lights up by means of the fish-performer;

OBJECTS OF STUDY: – Digital treatment (color, light and form) of the CAT medical imaging (originally in black and white); -Exploration of interactive software: real-time capture, manipulation of image, light, color, shape, background and augmented reality of the composition; – Interactive video projection; – Supports for video projection with reused artificial material;

© ISABEL MARIA DOS . ALL IMAGES ARE COPYRIGHTED BY THEIR RESPECTIVE AUTHORS

Advertisements